sábado, 20 de abril de 2013

Reflexões "aniversariescas"


22 anos. Experiências? Tantas! Sinto como se tivesse vivido muito mais que, este meu ainda rosto adolescente, aparenta. Já conheci tantas pessoas, muitas cujos nomes não sei. Mas quem sabe um dia saberei? Minha vó costuma dizer que "o planeta é pequeno, redondo e ainda por cima, gira".  E quem é que entende os mistérios da vida? Conheci tantos lugares, e para isso, tantas vezes tive que abrir mão de destinos pré traçados. Sim, porque nascemos com certos objetivos óbvios a cumprir: estudar, formar, casar, ter filhos e morrer. Por alguns anos ou semestres, pulei a etapa estudo para este ano novamente voltar para a "linha". Sempre me vêm várias reflexões em meus aniversários: será que aproveitei o ano anterior? Começo então a fazer um balanceamento, pessoas e lugares vêm a minha mente e um ano se passa em segundos. Se aproveitei ou não, do que adianta agora me questionar? O passado é um ancião e o futuro, um recém nascido. Agradeço pelo ancião que há dentro de mim pois ele ajuda a construir o que quero que seja o recém nascido. Hoje tenho mais certezas que dúvidas, mas ainda existem dúvidas. Tantas! Contudo não me lamento, se de tudo soubesse, nada temeria e consequentemente não correria riscos. Sem riscos, sem graça. Não consigo imaginar uma vida sem aventuras, mistérios ou caminhos errados. Será que deste ano em diante vou seguir o caminho óbvio ou desviarei por simples rebeldia? Gosto do não fazer porque de certa forma sinto-me livre, mas hoje posso dizer com certeza: liberdade plena e completa não existe. Liberdade são momentos, e portanto tem a natureza de acontecer e desaparecer. Somos submetidos, presos uns aos outros. E há os que falam em individualismo...! Que tolice! Individualismo não existe! Nem os monges conseguem tal feito, porque dependem da solidariedade alheia para se alimentarem. Quando as pessoas entenderem que somos todos ligados uns aos outros, o auxílio mútuo talvez cresça. Afinal, somos todos iguais, pobres ou ricos. Qual a diferença? Mesmo filo, classe e espécie. A diferença só existe porque acreditamos no individualismo. Olhamos para nós mesmos e sentimos tanto orgulho desse pedaço de carne, Hipocrisia...! Desejo que nos próximos anos eu não perca a clareza. Que eu tenha sempre em mente meus objetivos e que continue lutando por meus ideais, colocando-os em prática sempre que puder. Tendo a sabedoria de Sócrates e a ética de Aristóteles. Que eu sempre me lembre que a honestidade anda ao lado da felicidade e que a família é de valor inestimável.
Amém!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O significado das pessoas

Entrei em um ônibus. Eu tinha um destino, um caminho a ser percorrido. Olhei ao meu redor e vi pessoas, não poucas...muitas pessoas! Algumas com o mesmo destino que o meu, nunca irei saber. Cada um em seu mundo particular, era cedo e eu supunha que a maioria estava pensando nos compromissos daquele dia. Umas ansiosas para chegar, outras nem tanto. Quantos caminhos podem ser percorridos por aqueles que entram em um ônibus? Milhares! E nessa aventura de estar em uma cidade desconhecida, dentro de um meio de transporte que não costumo usar, achei que seria conveniente e mais seguro perguntar ao cobrador em que lugar deveria descer. Para minha surpresa uma senhora que estava em algum canto ainda não notado por mim, me respondeu. E ela não se satisfez em apenas me dizer o caminho. Desceu comigo no ponto almejado e me apontou com o dedo indicador a direção. Assim, mesmo que por segundos, ela passou a fazer parte de minha história. Da mesma forma que centenas de outras pessoas que, apesar de não saber seus nomes, participaram de minha vida e eu da delas. Se foram pouco ou muito significativas, não importa. Elas significaram. Não existe a pessoa mais influente ou a mais inteligente, nem tampouco a mais generosa do planeta porque o significado de alguém é simplesmente um livro de opiniões, ou seja, é relativo. Admiro o Obama, sei de seu poder de influência, mas sinceramente há muitos que nunca ouviram falar do presidente dos EUA. Não se pode conhecer todos os indivíduos do mundo, mas é possível ter um significado maior na vida de quem está próximo. Por dia, vários desconhecidos passam perto de nós, um simples "bom dia" pode ter uma significância razoável na vida de uma pessoa. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Indecisões

Não darei boa noite, apesar de serem duas da manhã. Não porque perdi a simpatia, tenho muito apreço e me esforço bastante para ser simpática aos demais. Por que me esforço?Simplesmente porque gosto de viver bem em sociedade e a simpatia é de grande auxílio!! E assim em poucas linhas percebo o raciocínio inconstante de minha mente: vai de um lugar a outro o tempo todo e com tanta rapidez. Por vezes, sou como minha mente: indecisa, vaga, insegura. Por que não? 

terça-feira, 17 de julho de 2012

Acabou-se o romantismo?

Frequentemente tenho visto pessoas inconformadas com a maneira atual de nos relacionarmos. Será mesmo que acabou o romantismo? Mulheres são tidas como animais irracionais enquanto os homens usam de seus bens aquisitivos para conquistá-las. Será que nos tempos da vovó a situação era diferente? O maior questionamento é em relação ao tempo de convivência. Se antes namoros duravam anos, hoje duram algumas semanas (sem falar dos casamentos). O amor acabou? Não! O romantismo se perdeu? Não! Somos jovens rebeldes que não querem nada sério? Não! O que acontece é simples, e eu denomino CORAGEM. Antes os relacionamentos eram obviamente longos porque a mulher separada era mal vista perante a sociedade, e o que falar das que tinham filhos antes do casamento? Grandes pecadoras!! Nem Deus as perdoava...! Se hoje não nos relacionamos por décadas é porque temos coragem de negar o que não "funciona" e seguir em frente. Não sou feminista, mas convenhamos que outro fato auxiliador é a entrada maciça da mulher no mercado de trabalho. Casamentos eram tidos como grandes negócios, hoje com a consquista da independência feminina, pouco importa (para o Brasil). Desculpe, não acredito em eternidade! Nada de "felizes para sempre". Conheço vários casais que ficaram juntos até o fim de suas vidas, mas isso de forma alguma significa amor verdadeiro. Ora, após bodas de prata, ouro e diamante, o amor conjugal cede lugar a um amor fraterno. Não quero destruir seus sonhos mesquinhos de príncipes e  princesas, apenas intenciono quebrar esse mito sobre a atual juventude. Liberdade e coragem é o que nos diferencia dos tempos de minha vó, e nada mais. De resto, somos iguais. Não importa quanto tempo passará, sempre veremos a geração anterior como melhor. Enquanto não aceitarmos a presente e e tentar fazer diferente, vamos viver sempre no passado imersos em fantasias, em mundos irreais. Nossa geração é a da tecnologia, nunca antes a expressão "time is money" foi tão verdadeira, e é óbvio que essa obssessão em fazer mil coisas ao mesmo tempo também influenciou nossos breves relacionamentos. O que nos falta é um estudo mais aprimorado de como lidar com uma geração que a tudo questiona. Meus caros, somos os netos da revolução e os reis do inconformismo. Toda essa balela para simplesmente reafirmar que não houve morte do romantismo. Ele continua vivo, mas de formas diferentes. Digamos que houve uma readaptação à atualidade, não diferente de todas as outras coisas como por exemplo a relação entre pais e filhos. Dizem que tem se deteriorado e que perdeu-se por completo o respeito. Será?
Voltando ao amor, lembrei-me de um exemplo que explica parte dessa readaptação: minha tia avó de 63 anos disse-me que nos tempos de sua adolescência, as pessoas paqueravam por semanas até que houvesse o "primeiro toque". Não é exatamente isso que ocorre com os namoros virtuais? Volto a insistir: o romantismo não se deteriorou, apenas passou por uma forte reforma ainda não vista ou aceita na atualidade.







segunda-feira, 16 de julho de 2012

Escrevi uns versos um mês atrás e postei no Facebook, mas me culpei por não postar no blog.
Gostaria de eternizá-los, e nada como este blog para cumprir essa tarefa:

"E eis q surge a sua imagem a mexer com meus sentimentos. Te quero, mas não te pertenço. Pertencemos ambos ao mundo, que é ciumento e nunca para de girar...!"
(junho de 2012)  
 
 
:)
 
 



sexta-feira, 15 de junho de 2012

Buracos e trancas da vida


Quando digo buraco, o que lhe vem a mente? E a palavra tranca?
É...falando assim cheguei a pensar naquelas cartomantes que trazem o homem amado em 7 dias, mas não se trata disso. Quero falar dos buracos e trancas com a qual ando costruindo minha vida.
Não q eu ande me afundando em alguma cova, nada disso. Aliás, procuro sempre me livrar de tais lacunas, ou ao menos preenche-las com algo que dê flores. Minha intenção é falar de jogos de baralho.
O engraçado é que quando penso em baralho, me vem a mente o livro: O dia do coringa. Incrivelmente bom! Li no início de minha adolescência, porém é ainda hoje inesquecível pelas fantasias maravilhosas que despertavam minha imaginação. Pensei em escrever sobre as jogatinas pela alegria que sempre me proporcionam, mas não são quaisquer jogatinas, refiro-me aos jogos com minha avó.
No início, eu era simplesmente a "reserva". Jogava para substituir uma amiga que não havia comparecido,e aos poucos fui tornando-me uma das quatro. E que honra! Aprendi a ter mais malícia e a ficar atenta a cada movimento dos jogadores. O que se considera "lixo" pode ser um presente para seu adversário. No nosso caso, apenas damos algumas gargalhadas. E quando alguém pega o coringa é tão perceptível que se torna motivo de riso também.
Apredi lições interessantes...!
Se vc pega uma carta do monte, ela pode ou não ter um encaixe. Se ela se encaixa, você fica feliz e quem sabe faz um jogo limpo. Caso contrário você se entristece, e o pessimismo pode atrapalhar outros jogos que você poderia fazer com aquela carta. O que quero dizer, é que na vida não é diferente: todos temos nossos altos e baixos, só precisamos aprender a lidar com isso. Sendo uma carta boa ou ruim, ela vai passar, o coringa nunca será seu (a não ser que você seja um colecionador como o pai do narrador do livro que comentei). Se vc perde ou ganha o jogo, o que importa?  Ambos fazem parte. Ganhar é bom, mas ninguém vence sempre. Não escolhemos nosso destino. O que vai acontecer amanhã, por mais previsível que pareça, não passa de uma possibilidade. 
E como nos jogos de carta, temos que aprender a lidar com a sorte e com o azar.
Não existem maiores imprevistos que esses...!


quinta-feira, 14 de junho de 2012

Adeus esperança

A esperança está lá no fundo, bem dentro de mim,
zombando de minha boba ilusão,
dizendo-me que é bobagem acreditar
que eu até posso me agarrar a ela, mas que no fim,
em nada adiantará:
-O que deveria ser feito, não foi, e agora é tarde
para se lamentar!
E então a danada dá altas gargalhadas
Eu, orgulhosa, a dispenso:
-Não preciso de você, vá embora!!
Antes, chame a confiança para ocupar seu lugar.
Ingrata? Eu? 
Do que me vale a esperança se não existe confiança?