segunda-feira, 19 de junho de 2017

Ah...você!

Quis aproveitar de você
Aproveitar o que senti...pra poder escrever!
Saber que mesmo que nunca mais eu o veja novamente
Valeu a pena te conhecer...e como valeu!
E mesmo que nosso primeiro beijo tenha sido o último
Obrigada por me proporcionar esse momento
Breve, mas único!
Foi tão bom te ter em meus braços...mas se soubesse! Ah se soubesse...teria te prendido um pouco mais junto a mim. Teria aproveitado mais daquele seu riso sincero, teria fixado mais meus olhos nos seus...!
Agora o que fica é uma doce lembrança e meu adeus...
Espero, de verdade, que encontre a felicidade...alguém que te faça sorrir!!!

 :)

domingo, 3 de agosto de 2014

Era pra ser prosa, mas rimas não intencionais deram um 
ar de poesia:
Este sentimento de posse do que não é meu, me pertence apaixonadamente, não se desprende com um simples adeus. 
É angustiante esperar que meus pensamentos não mais sejam seus. Tempo, queria ser seu Deus!


:(

Tola

Depositei em você a esperança tola de esquecer alguém por quem sofria.
De repente, era só você que existia.
Nada além.
Não existia tempo,
Não existiam escolhas
Não existia ele.
Ele não existia!
Alcancei meu objetivo mas agora como fico?
Ironias mundanas!
Se perdi o poder de escolha, como faço agora se quero outro e não você?
Confuso? Explico!
Se por alguém devo sofrer que não seja de amor
Que seja por não querer.
Brutos pensamentos do passado fizeram algazarra com minha mente já pouco equilibrada, até que comecei a ler um livro. Ser espectadora de sofrimentos que não são meus e rir de acontecimentos cômicos que jamais me ocorreram foi uma verdadeira libertação dos fantasmas que me perseguiam. Até que o livro acabe, vivo uma vida dupla e até me preocupo com o personagem como se fosse algum parente meu. Bem podíamos encarar a vida como um livro de ficção. 
Por que levar tudo tão a sério? 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O ócio

Não te conduz a nada, não te guia a lugar algum e faz murchar suas esperanças. Ócio, se vira um "nada" é provavelmente muito ofensivo, mas se por outro lado o faz construir e ter boas ideias...por que não?
Quando penso em minhas ambições, vejo tanta fantasia no ar. Começo a pensar em algum motivo que justifique minha prisão terrena, eu poderia simplesmente estar no ar voando com minhas ideias. Seria um lugar melhor, mais vago talvez, porém melhor. Mas estou aqui presa em minhas incertezas. A insegurança é também um lugar vago, porém desencantador. Pensando nesse motivo, chego a algumas respostas. Muito do que queria fazer, não fiz por falta de dinheiro. A falta de dinheiro surge da falta de movimento em minha vida e essa falta de movimento se justifica pela falta de confiança em mim mesma. Será mesmo que eu consigo subir até o topo da montanha? Lá parece frio, o caminho é árduo, algumas vezes ficarei sem ar e constantemente vou crer que não terei armas suficientes para lutar contra essas e outras adversidades infinitas. O que fazer quando suas únicas certezas dizem respeito àquilo que não se deve fazer?  Devo continuar fazendo o que não posso fazer ou procurar respostas diretas sobre aquilo que devo fazer? Do início, vou usar meu ócio para ser mais construtiva. Vou usá-lo como proteção para minhas guerras internas. Quando ver em mim mesma a inutilidade e a preguiça, vou pegar o ócio e transformá-lo em utilidade. Várias utilidades! Talvez escrever, correr, comprar um jornal ou flores bem branquinhas...! Não sei bem, mas quem sabe podia fazer algo que contribuísse com a sociedade? Doar sangue ou participar de um trabalho voluntário. Quem sabe? Tudo é válido quando a intenção é de preencher o vazio interno e transformá-lo em algo produtivo. Ou, quase tudo. Nada que extrapole a liberdade de outros.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Viver em sociedade

Há um clima de competição. Isso é fato. Olhos ardentes mas que no fundo demonstram simples curiosidade. Lembro de uma garotinha que conheci por acaso no consultório de minha dermatologista, sem medo e sem se importar com a opinião alheia, simplesmente levantou-se na sala de espera e abriu a porta da médica para saber o motivo do choro de um bebê. Quando ela estiver maior vai ver limitada sua liberdade de ações. Vai guardar tudo que gostaria de fazer em seus pensamentos que mais se assemelharão a um turbilhão de emoções comprimidas. Nem por isso será infeliz, apenas aprenderá a viver em sociedade.

A capital

Caminhando eu vou, entre arranha-céus de tontear uma pequena pessoa. Pequena: não acostumada com o interminável vai e vem de carros, transeuntes, ciclistas aventureiros e pedintes desafortunados. Assim, com o passar dos dias, esperava que aquela paisagem fosse não mais tão surpreendente, que se acostumasse aos meus olho.s ingênuos, mas não foi o que aconteceu. Tudo parece sempre novo, e apesar de tomar sempre o mesmo ônibus, no mesmo horário todos os dias, somente o cobrador me parece familiar. Cenas novas em meu cotidiano fazem com que eu me sinta mais viva, pessoas novas me dão a sensação de que o mundo é muito maior do que vejo, ao mesmo tempo que os prédios altos que me tonteiam me fazem pensar que estamos todos estranhamente unidos em um mesmo espaço. É uma sensação de contraste angustiante entre o individual e o coletivo em que os sentidos são frequentemente enganados

sábado, 20 de abril de 2013

Reflexões "aniversariescas"


22 anos. Experiências? Tantas! Sinto como se tivesse vivido muito mais que, este meu ainda rosto adolescente, aparenta. Já conheci tantas pessoas, muitas cujos nomes não sei. Mas quem sabe um dia saberei? Minha vó costuma dizer que "o planeta é pequeno, redondo e ainda por cima, gira".  E quem é que entende os mistérios da vida? Conheci tantos lugares, e para isso, tantas vezes tive que abrir mão de destinos pré traçados. Sim, porque nascemos com certos objetivos óbvios a cumprir: estudar, formar, casar, ter filhos e morrer. Por alguns anos ou semestres, pulei a etapa estudo para este ano novamente voltar para a "linha". Sempre me vêm várias reflexões em meus aniversários: será que aproveitei o ano anterior? Começo então a fazer um balanceamento, pessoas e lugares vêm a minha mente e um ano se passa em segundos. Se aproveitei ou não, do que adianta agora me questionar? O passado é um ancião e o futuro, um recém nascido. Agradeço pelo ancião que há dentro de mim pois ele ajuda a construir o que quero que seja o recém nascido. Hoje tenho mais certezas que dúvidas, mas ainda existem dúvidas. Tantas! Contudo não me lamento, se de tudo soubesse, nada temeria e consequentemente não correria riscos. Sem riscos, sem graça. Não consigo imaginar uma vida sem aventuras, mistérios ou caminhos errados. Será que deste ano em diante vou seguir o caminho óbvio ou desviarei por simples rebeldia? Gosto do não fazer porque de certa forma sinto-me livre, mas hoje posso dizer com certeza: liberdade plena e completa não existe. Liberdade são momentos, e portanto tem a natureza de acontecer e desaparecer. Somos submetidos, presos uns aos outros. E há os que falam em individualismo...! Que tolice! Individualismo não existe! Nem os monges conseguem tal feito, porque dependem da solidariedade alheia para se alimentarem. Quando as pessoas entenderem que somos todos ligados uns aos outros, o auxílio mútuo talvez cresça. Afinal, somos todos iguais, pobres ou ricos. Qual a diferença? Mesmo filo, classe e espécie. A diferença só existe porque acreditamos no individualismo. Olhamos para nós mesmos e sentimos tanto orgulho desse pedaço de carne, Hipocrisia...! Desejo que nos próximos anos eu não perca a clareza. Que eu tenha sempre em mente meus objetivos e que continue lutando por meus ideais, colocando-os em prática sempre que puder. Tendo a sabedoria de Sócrates e a ética de Aristóteles. Que eu sempre me lembre que a honestidade anda ao lado da felicidade e que a família é de valor inestimável.
Amém!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O significado das pessoas

Entrei em um ônibus. Eu tinha um destino, um caminho a ser percorrido. Olhei ao meu redor e vi pessoas, não poucas...muitas pessoas! Algumas com o mesmo destino que o meu, nunca irei saber. Cada um em seu mundo particular, era cedo e eu supunha que a maioria estava pensando nos compromissos daquele dia. Umas ansiosas para chegar, outras nem tanto. Quantos caminhos podem ser percorridos por aqueles que entram em um ônibus? Milhares! E nessa aventura de estar em uma cidade desconhecida, dentro de um meio de transporte que não costumo usar, achei que seria conveniente e mais seguro perguntar ao cobrador em que lugar deveria descer. Para minha surpresa uma senhora que estava em algum canto ainda não notado por mim, me respondeu. E ela não se satisfez em apenas me dizer o caminho. Desceu comigo no ponto almejado e me apontou com o dedo indicador a direção. Assim, mesmo que por segundos, ela passou a fazer parte de minha história. Da mesma forma que centenas de outras pessoas que, apesar de não saber seus nomes, participaram de minha vida e eu da delas. Se foram pouco ou muito significativas, não importa. Elas significaram. Não existe a pessoa mais influente ou a mais inteligente, nem tampouco a mais generosa do planeta porque o significado de alguém é simplesmente um livro de opiniões, ou seja, é relativo. Admiro o Obama, sei de seu poder de influência, mas sinceramente há muitos que nunca ouviram falar do presidente dos EUA. Não se pode conhecer todos os indivíduos do mundo, mas é possível ter um significado maior na vida de quem está próximo. Por dia, vários desconhecidos passam perto de nós, um simples "bom dia" pode ter uma significância razoável na vida de uma pessoa. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Indecisões

Não darei boa noite, apesar de serem duas da manhã. Não porque perdi a simpatia, tenho muito apreço e me esforço bastante para ser simpática aos demais. Por que me esforço?Simplesmente porque gosto de viver bem em sociedade e a simpatia é de grande auxílio!! E assim em poucas linhas percebo o raciocínio inconstante de minha mente: vai de um lugar a outro o tempo todo e com tanta rapidez. Por vezes, sou como minha mente: indecisa, vaga, insegura. Por que não? 

terça-feira, 17 de julho de 2012

Acabou-se o romantismo?

Frequentemente tenho visto pessoas inconformadas com a maneira atual de nos relacionarmos. Será mesmo que acabou o romantismo? Mulheres são tidas como animais irracionais enquanto os homens usam de seus bens aquisitivos para conquistá-las. Será que nos tempos da vovó a situação era diferente? O maior questionamento é em relação ao tempo de convivência. Se antes namoros duravam anos, hoje duram algumas semanas (sem falar dos casamentos). O amor acabou? Não! O romantismo se perdeu? Não! Somos jovens rebeldes que não querem nada sério? Não! O que acontece é simples, e eu denomino CORAGEM. Antes os relacionamentos eram obviamente longos porque a mulher separada era mal vista perante a sociedade, e o que falar das que tinham filhos antes do casamento? Grandes pecadoras!! Nem Deus as perdoava...! Se hoje não nos relacionamos por décadas é porque temos coragem de negar o que não "funciona" e seguir em frente. Não sou feminista, mas convenhamos que outro fato auxiliador é a entrada maciça da mulher no mercado de trabalho. Casamentos eram tidos como grandes negócios, hoje com a consquista da independência feminina, pouco importa (para o Brasil). Desculpe, não acredito em eternidade! Nada de "felizes para sempre". Conheço vários casais que ficaram juntos até o fim de suas vidas, mas isso de forma alguma significa amor verdadeiro. Ora, após bodas de prata, ouro e diamante, o amor conjugal cede lugar a um amor fraterno. Não quero destruir seus sonhos mesquinhos de príncipes e  princesas, apenas intenciono quebrar esse mito sobre a atual juventude. Liberdade e coragem é o que nos diferencia dos tempos de minha vó, e nada mais. De resto, somos iguais. Não importa quanto tempo passará, sempre veremos a geração anterior como melhor. Enquanto não aceitarmos a presente e e tentar fazer diferente, vamos viver sempre no passado imersos em fantasias, em mundos irreais. Nossa geração é a da tecnologia, nunca antes a expressão "time is money" foi tão verdadeira, e é óbvio que essa obssessão em fazer mil coisas ao mesmo tempo também influenciou nossos breves relacionamentos. O que nos falta é um estudo mais aprimorado de como lidar com uma geração que a tudo questiona. Meus caros, somos os netos da revolução e os reis do inconformismo. Toda essa balela para simplesmente reafirmar que não houve morte do romantismo. Ele continua vivo, mas de formas diferentes. Digamos que houve uma readaptação à atualidade, não diferente de todas as outras coisas como por exemplo a relação entre pais e filhos. Dizem que tem se deteriorado e que perdeu-se por completo o respeito. Será?
Voltando ao amor, lembrei-me de um exemplo que explica parte dessa readaptação: minha tia avó de 63 anos disse-me que nos tempos de sua adolescência, as pessoas paqueravam por semanas até que houvesse o "primeiro toque". Não é exatamente isso que ocorre com os namoros virtuais? Volto a insistir: o romantismo não se deteriorou, apenas passou por uma forte reforma ainda não vista ou aceita na atualidade.







segunda-feira, 16 de julho de 2012

Escrevi uns versos um mês atrás e postei no Facebook, mas me culpei por não postar no blog.
Gostaria de eternizá-los, e nada como este blog para cumprir essa tarefa:

"E eis q surge a sua imagem a mexer com meus sentimentos. Te quero, mas não te pertenço. Pertencemos ambos ao mundo, que é ciumento e nunca para de girar...!"
(junho de 2012)  
 
 
:)
 
 



sexta-feira, 15 de junho de 2012

Buracos e trancas da vida


Quando digo buraco, o que lhe vem a mente? E a palavra tranca?
É...falando assim cheguei a pensar naquelas cartomantes que trazem o homem amado em 7 dias, mas não se trata disso. Quero falar dos buracos e trancas com a qual ando costruindo minha vida.
Não q eu ande me afundando em alguma cova, nada disso. Aliás, procuro sempre me livrar de tais lacunas, ou ao menos preenche-las com algo que dê flores. Minha intenção é falar de jogos de baralho.
O engraçado é que quando penso em baralho, me vem a mente o livro: O dia do coringa. Incrivelmente bom! Li no início de minha adolescência, porém é ainda hoje inesquecível pelas fantasias maravilhosas que despertavam minha imaginação. Pensei em escrever sobre as jogatinas pela alegria que sempre me proporcionam, mas não são quaisquer jogatinas, refiro-me aos jogos com minha avó.
No início, eu era simplesmente a "reserva". Jogava para substituir uma amiga que não havia comparecido,e aos poucos fui tornando-me uma das quatro. E que honra! Aprendi a ter mais malícia e a ficar atenta a cada movimento dos jogadores. O que se considera "lixo" pode ser um presente para seu adversário. No nosso caso, apenas damos algumas gargalhadas. E quando alguém pega o coringa é tão perceptível que se torna motivo de riso também.
Apredi lições interessantes...!
Se vc pega uma carta do monte, ela pode ou não ter um encaixe. Se ela se encaixa, você fica feliz e quem sabe faz um jogo limpo. Caso contrário você se entristece, e o pessimismo pode atrapalhar outros jogos que você poderia fazer com aquela carta. O que quero dizer, é que na vida não é diferente: todos temos nossos altos e baixos, só precisamos aprender a lidar com isso. Sendo uma carta boa ou ruim, ela vai passar, o coringa nunca será seu (a não ser que você seja um colecionador como o pai do narrador do livro que comentei). Se vc perde ou ganha o jogo, o que importa?  Ambos fazem parte. Ganhar é bom, mas ninguém vence sempre. Não escolhemos nosso destino. O que vai acontecer amanhã, por mais previsível que pareça, não passa de uma possibilidade. 
E como nos jogos de carta, temos que aprender a lidar com a sorte e com o azar.
Não existem maiores imprevistos que esses...!


quinta-feira, 14 de junho de 2012

Adeus esperança

A esperança está lá no fundo, bem dentro de mim,
zombando de minha boba ilusão,
dizendo-me que é bobagem acreditar
que eu até posso me agarrar a ela, mas que no fim,
em nada adiantará:
-O que deveria ser feito, não foi, e agora é tarde
para se lamentar!
E então a danada dá altas gargalhadas
Eu, orgulhosa, a dispenso:
-Não preciso de você, vá embora!!
Antes, chame a confiança para ocupar seu lugar.
Ingrata? Eu? 
Do que me vale a esperança se não existe confiança?


sexta-feira, 8 de junho de 2012

O músico


O som do violino...
O som do saxofone...
O som do teclado...
O som do violiono, saxofone e teclado!!!
Que maravilhoso espétaculo pude assistir hoje. Parecia um sonho ou fantasia, mas era realidade. Esses três instrumentos unidos como um só, foi verdadeiramente um espetáculo (porque não consigo encontrar um sinônimo melhor para essa palavra). A leveza e harmonia com a qual tocavam, era de dilacerar qualquer coração.
A menina q estava trabalhando ao meu lado logo me disse: "que vontade de casar"!
Mas em mim, despertou-se um sentimento inteiramente diferente: era algo nostálgico somado a uma paz muito grande. Eu entendo o fato de associarem música a anjos. É algo divino, dos céus msm!
Logo me esqueci que estava ali de fato para trabalhar e comecei a aplaudir os músicos. E como não aplaudir?
Enfim comecei a pensar: por que escolher "fazer" música como profissão?
Que bela arte! Que profissão encantadora é a do músico. Inconscientemente, ele leva alegria, paixão e outros sentimentos intensos para as pessoas. Uma música pode nos fazer viajar em pensamento, indo parar em algum passado distante, ou em um futuro longíquo, mas de fato é difícil permanecer no presente. 
Notei que não havia ali nenhum cantor, e nem era necessário. Somente o som dos instrumentos unidos tal como as cores de um arco íris, era o bastante. 
E tocavam com prazer, expressavam de certa forma um sorriso em seus rostos.
Fazer música é simplesmente fazer o q se gosta. 
E eu naquele emprego sem graça, sem cor,  por um momento senti inveja dos músicos. 
Se vc começa a tocar, n começa pensando no dinheiro q poderá ganhar com aquilo. Você começa por amor ou por hobby, mas nunca pelo ganho financeiro. E eis que descobri uma profissão completamente pura no seu nascimento. 
Que inveja dos músicos!!! Eu ali por acaso, que sorte tive!
Quero um dia trabalhar com aquele prazer, aquela alegria. Quero ver notas musicais fluindo de minhas mãos, que serão o instrumento de meu trabalho. Mas por favor, deixe-me sonhar, porque se impedes meus sonhos com suas palavras pessimistas, é como ver um tsunami destruir uma cidade de concreto. 





quarta-feira, 23 de maio de 2012

Impressão cega

Ele fura o papel como quem estoura sacos-bolha. O som me diverte, ao contrário do que sua imaginação pensa. O que posso dizer? Hoje foi o segundo dia em meu trabalho voluntário, então tudo que aqui escreverei não passam de impressões "cegas", pois é ainda pouco tempo para formular um bom texto, sem contar que sempre mudamos um pouco de ideia a medida que aprofundamos em algo. Desde que me mudei para Uberlândia, tenho essa vontade de me empenhar uma vez por semana em um trabalho voluntário. Procurei uma creche, mas as pessoas desconfiam de tudo que é de graça, então me recuseram. Como eu vou muito à Biblioteca Municipal (que aliás, precisa urgente de reformas), me surgiu essa oportunidade de ajudar um cego, e eu topei! A primeira expriencia, portanto, foi na semana passada. O moço tem 16 anos e além de educado é muito inteligente. Pediu-me para q eu lesse uns tópicos para q ele pudesse transcrever em braile. Uma página na qual eu gastaria uns 5 minutos para ler, ele levou uma hora para "traduzir", além de ter gasto 5 folhas. Assim, nosso tempo tinha acabado. Primeiro eu pensei: "nossa, como deve ser difícil para ele!". Depois, me veio um sentimento de felicidade por existirem esses meios! Santo braile e santa tecnologia que vem proporcionando melhorias cada vez maiores para os cegos. Por exemplo, acredito que o computador dele, seja como membro da família: faz leituras e o auxilia a fazer as provas escolares. Fico só imaginando como era antes desses avanços...! Devia ser bem mais difícil, então eu sorrio! Sorrio porque na verdade, a vida só é ruim para quem a faz ruim. Nosso psicológico nos influencia em todos os sentidos. Pude ver, portanto, que não era um sentimento de dó ou piedade como eu temia que fosse, era um sentimento de felicidade por ajudar alguém, mas um alguém nada diferente de mim. Uma pessoa que merece respeito e não piedade, assim como todas as outras pessoas. Se há seres humanos diferentes, talvez seja no modo de pensar...!
O engraçado é que eu percebia um certo incômodo da parte dele. Perguntou-me uma vez se eu me irritava com o barulho repetido do furo. Outra vez, ele disse q costumava escrever muito mais rápido, mas tinha perdido o hábito devido ao uso frequente do computador (como se eu estivesse entediada com a demora). Fiquei depois me perguntando o porquê desse sentimento, se na verdade, eu estava lá para aquilo. Talvez ele tivesse passado por experiências negativas com pessoas impacientes. Tentei responder a tudo com certo humor e certas piadinhas para q ele se sentisse confortável na minha presença. Enfim, por hoje é isso...quem sabe faço mais alguns relatos mais maduros! Para mim, tudo isso é ainda um relato cego.


"Cego é aquele que enxerga apenas a si mesmo..."
Dirceu


domingo, 1 de abril de 2012

Descontentamento individual

Escrever...que alívio!
Há tempos n me sento diante do computador com esse intuito. E que saudade eu sentia!
Pois agora venho escrever tudo que está dentro do meu coração.
Desde angústias a sentimentos felizes, simplesmente um desabafo.
E então pareço contraditória por causa do título deste texto, mas não se espante!
Acontecimentos recentes foram os que mais me impulsionaram a estar aqui nesta manhã de domingo. Desde o semestre passado tenho me empenhado nos estudos, almejando cursar medicina. Sim, medicina! Imagino sua expressão facial, é a que todos fazem. E vem minha mãe me dizer: filha, por que você não faz algo mais fácil? Desiste! Porque é meu sonho, simples assim, e sonhos eu não preciso definir! Oras...por que as pessoas não compreendem? A única coisa que esperamos dos nossos pais é apoio e não repressão. Se algo é difícil, não significa que é inatingível. Mas entenda, n é bem esse o motivo de minha revolta. Revolto-me com as atitudes das pessoas. E não são essas as atitudes das quais me refiri. Acontece que ando reprimida em minha escola. Alunos que pensam saber demais. Se sabem tanto assim, por que não vão à frente dar as aulas? Deixa q eu respondo: porque não são capazes. Não se formaram naquela especialidade, não possuem conhecimento suficiente para serem professores. Eu já defendi e volto a defender os professores! Para mim, a profissão que mais deveria ser reconhecida. Nunca vou compreender os descasos que eles sofrem. Não basta o descaso governamental em pagar uma miséria, existe o descaso dos alunos. E não são apenas esses alunos arrogantes e sabidos, estou falando também daqueles que desrespeitam (por meio de xingamentos entre outras agressões) esses profissionais da educação. Fico imaginando na dificuldade em elaborar uma aula, de estar ali na frente tendo q responder a tudo com excelência e assim, lembro-me de Sócrates: é impossível saber tudo. Todos esses sentimentos surgiram dentro de mim após ver q várias reclamações a um professor causaram sua demissão. Então, já que um descontentamento geral causa algo grandioso assim, manifesto o meu descontentamento individual, afim de que saibam que eu não concordo. Eu não faço parte desse "geral". Pra começo de conversa, já me entristeço com nossa democracia representativa. Democracia? Eu não escolhi que os vereadores de Uberlândia recebessem um aumento de 54% em seus "mínimos" salários. Eu sei, essa é outra história, mas tão revoltante quanto a outra. Só gostaria mesmo de desabafar. A ignorância existe dentro de todos nós. Podemos estudar a vida inteira, e mesmo assim, continuaremos ignorantes. O q nos falta é reconhecer essa ignorância. Eu agradeço a todos os meus professores, sem dúvidas, eles sabem muito mais do que eu.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Revolucionemos


Já a algum tempo, estou com vontade de escrever sobre movimentos sociais. É claro que não sou estudante de sociologia ou filosofia (o que significa que não tenho tanto embasamento teórico) mas me interesso bastante por esses assuntos. Se analisarmos a história do Brasil e de outros países, é perceptível o quanto é fundamental nos unirmos e cobrar para que nossos direitos sejam satisfeitos. Sei que a constituição é um livro cheio de frases lindas, porém abandonadas e solitárias, mas podemos (e devem0s) fazer valer alguns de nossos direitos. Isso me lembra a comunidade Dandara, próxima a Belo Horizonte, que está sendo ameaçada constantemente de desalojamento. E não reza a "tal da constituição" que todos tem direito à moradia? Tá tudo bem, esse é apenas um dos fatos que me revoltam. Recentemente vi em algumas revistas e sites, pessoas do mundo todo se mobilizando: nos EUA por mais empregos e melhores salários, nos países Árabes por democracia e igualdade, no Brasil lutamos contra principalmente a corrupção. E vendo tudo isso fiquei muito feliz. Cansamos de nos calar frente a tanta injustiça, cansamos de consentir com tanta desigualdade. Lutar contra a corrupção pode, para alguns, parecer um ato simbólico que não surtirá em nenhuma mudança. Contudo, lembremos de todas as conquistas que tiveram nossos ancestrais quando se rebelaram. E com a gente, não será diferente. A vitória tardará mas com certeza chegará: antes contestar, que consentir. Já participei de alguns protestos, inclusive esse contra a corrupção. Mas sempre me perguntava o porquê de tão poucas pessoas se interessarem em fazer parte desse "todo". Hoje tenho uma resposta quase que geral: acomodação e egoísmo. Claro que toda regra tem sua exceção. Contudo, pense bem: só lutamos por coisas que nos afetam, certo? E no caso de mobilizações sociais, precisamos de motivos que nos afetem diretamente. O que não é o caso quando se trata de corrupção. Aqui em Uberlândia, por exemplo, as pessoas parecem estar muito satisfeitas para sairem de suas casinhas e irem ás ruas reinvindicar. Não as reprimo, mas acredito que essa vidinha fadonha poderia ser bem melhor se houvesse mais justiça. E temos q lutar por essa justiça. É egoísmo porque não queremos um bem comum, queremos um bem individual. E eu protesto quanto a esse sistema totalmente veiculado ao excesso de consumismo. Ter e ser nunca estiveram tão conectados. E muitas vezes me diminuem por andar de bicicleta por aí, com roupas simples: esperavam mais de uma miss que já foi modelo internacional. Eu não importo, tenho tudo que preciso, não quero excessos em minha vida. Não quero acumular coisas e mais coisas porque sei que futuramente, nada disso terá valor. Afinal, são só coisas! Vamos refletir sobre nossos reais objetivos. Querer ser para ter será a melhor saída? Eu fico com a opção de ser para ser...

Aqui fica uma frase retirada do Blog do Mello:
"quem luta contra a corrupção tem que lutar contra todos os envolvidos no problema: corruptos, corruptores e a mídia que ataca uns e acoberta outros."

Não nos esquecemos que há corrupção em todos os lugares, não só no meio da política.

sábado, 17 de setembro de 2011

Conversas a parte

Pensei em mil e uma coisas que poderia escrever. Esse momento, em minha vida, tem sido um turbilhão de fatos e emoções. Ao mesmo tempo, que toda vez que assisto a aula de sociologia, me vem uma louca vontade de entrar aqui e escrever. E é isso que faço agora, nesse momento. Estava escrito no quadro: "Socialização: processo pelo qual os indivíduos são transformados e adaptados em seres sociais." Então não passamos de animais domesticados? Minha vida passou como um filme, e lembrei de quando minha mãe me ensinava as regras da sociedade. Mas isso não é relativo? No Brasil, nossos pais nos ensinam a comer com talheres, na India, as pessoas comem com as mãos...o que é certo? O que é errado?
Minha mente foi mais a fundo, e pensei nos Índios...pobrezinhos....forçados a serem o que não eram. Impuseram a eles uma religião, foram "europerizados" e considerados inferiores (sem mencionar os negros, com a escravidão posteriormente). Contudo, nossa essência é algo incrível e nosso "eu" é hereditário. Já se passaram mais de 500 anos e estamos aqui, comendo feijoada, jogando capoeira, dormindo na rede e falando português. É por isso que amo ser brasileira. Que outro país no mundo possui essa diversidade toda? Brancos, negros, amarelos, todos se dizem brasileiros e com muito orgulho. Hum...já que comecei a falar do Brasil, terminarei por ele! Pronto....acabo de assumir um rumo para meu texto. Sempre fui uma pessoa bastante otimista em relação a meu país. Cresci acreditando em seu potencial e tenho visto muitas mudanças positivas. Brasil, meu Brasil querido, se fosse uma pessoa, eu diria para aguentar firme, tempos difíceis virão. Diria também para que não deixassem as pessoas violentarem suas árvores, matarem seus peixes poluindo os rios, mas que principalmente, não deixasse os políticos explorarem seu povo.
E quero terminar fazendo uma campanha:
Dia 12 de outubro, vamos protestar nas ruas contra a corrupção! A história comprova quantas vitórias tivemos por meio de manifestações. Chega de consentir! :)

E, a propósito, adorei esse site que explica bem nossa mistura cultural: http://www.lendorelendogabi.com/folclore/cultura_folclore1.htm

sábado, 13 de agosto de 2011

Por Machadão...minha inspiração

CÍRCULO VICIOSO

Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:

"Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!"
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:

"Pudesse eu copiar o transparente lume,

Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela!"
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:

"Mísera! tivesse eu aquela enorme, aquela

Claridade imortal, que toda a luz resume!"
Mas o sol, inclinando a rútila capela:

"Pesa-me esta brilhante auréola de nume...

Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vaga-lume?"


Machado de Assis